O Núcleo Envelhecido da Croácia: Quanto Eles Ainda Têm no Tanque?
A questão geracional que determina se este será um jogo competitivo ou um passeio inglês.
Luka Modrić terá 40 anos na Copa de 2026. Ele ainda joga em alto nível no Real Madrid, mas a dúvida se ele aguenta uma campanha inteira de Copa — três jogos de grupo e potencialmente mais quatro no mata-mata — é legítima. Sua influência no ritmo croata é tão grande que o time joga de forma diferente quando ele não está em sua plena capacidade.
O problema mais profundo para a Croácia é geracional: não há sucessores óbvios para o trio Modrić, Brozović e Kovačić. A próxima geração de meio-campistas croatas não produziu a mesma qualidade central. O que a Croácia mantém é a experiência em torneios, a estrutura defensiva e a dureza psicológica de quem já venceu jogos de pressão contra oponentes mais talentosos.
Contra a Inglaterra especificamente, o padrão croata tem sido: absorver a pressão no primeiro tempo, gerir o jogo fisicamente e explorar qualquer fraqueza estrutural na transição defensiva inglesa no segundo tempo. Foi assim em 2018, empatando em bola parada e vencendo na prorrogação. Esse continua sendo o modelo deles.
- Modrić com 40 anos — sua resistência no torneio é a variável chave
- A Croácia carece de sucessores à altura para sua geração de meio-campo
- Modelo vs Inglaterra: absorver, empatar e explorar o espaço no fim